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Arquivo para a categoria ‘Fisioterapia Veterinária’

João

O cãozinho João foi resgatado no campus da Universidade de São Paulo (USP), e foi levado à clínica veterinária Bicho&Rabicho, onde foi constatada uma luxação da cabeça do osso fêmur. Foi necessária a realização de cirurgia, e após esse procedimento o João parou de apoiar o membro no chão.

Foi então iniciado o tratamento que incluía acupuntura, com a Dra Andrea, e fisioterapia, com a Dra Sthefânia.

O tratamento fisioterápico consistiu inicialmente do uso das técnicas de laserterapia e ultrassonografia terapêutica, para diminuir o processo doloroso e inflamatório, e para tratar a contratura muscular do membro.

Assim que a contratura e o processo doloroso foram tratados, foram adicionadas as técnicas de alongamento, massagem e exercícios terapêuticos, para estimular o animal a voltar a apoiar a pata no chão, voltando assim a ter a musculatura e movimentos adequados do membro.

Após 20 sessões, hoje o João já apóia a patinha no chão em 80% do tempo. O tratamento ainda continuaria até que toda a musculatura do membro fosse reconstituída, e que o animal não sobrecarregasse mais o membro anterior. No entanto, como ele já tem de volta a sua qualidade de vida, foi dada a alta do seu tratamento, para ser adotado!

Espero que seja muito feliz em seu novo lar, João!

Assista ao vídeo do João antes e após o tratamento!

Qualquer dúvida sobre esse e outros assuntos relacionados, envie um email para reabilitacaoanimal@gmail.com

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Bob

O cãozinho Bob procura um dono enquanto faz tratamento de fisioterapia

O cãozinho Bob foi resgatado das ruas pela ong ABEAC após sofrer uma fratura na sua pata posterior direita em março desse ano. Ele foi levado à clínica veterinária Interlagos, onde a dra Regina cuidou e cuida dele até os dias de hoje. Ele passou por cirurgia ortopédica, e hoje está com o fixador externo preso a um pino.

Ele está na 9a sessão de fisioterapia, que tem como finalidade fazer com que ele volte a apoiar normalmente a patinha ao chão.

A laserterapia também auxilia na cicatrização de feridas e óssea, além de reduzir a dor. Como o caso do Bob é crônico, ou seja, já é antigo, a laserterapia tem como finalidade estimular o metabolismo celular na região. Também são realizados alongamento, mobilização articular e a escovação para estimular o sistema nervoso.

O Bob está respondendo muito bem ao tratamento, e continua a procura de um dono, ou de um lar que possa ficar com ele, com os custos do tratamento pagos pela ABEAC. Ele é incrivelmente carinhoso, adora um colinho, e, apesar da descendência de Pintcher, não late muito e é muito bonzinho! Ele é uma companhia muito alegre!

Caso esteja interessado em adotá-lo, ou conhece alguém que queira, envie um email para mim

Sthefânia (reabilitacaoanimal@gmail.com)

vídeo Bob

Madonna

cadela Madonna na 1a sessão de fisioterapia

A cadelinha Madonna, da raça Rottwiller, com 1 ano e 6 meses, foi atropelada a duas semanas.

No RX não apresenta nenhuma fratura, mas ela está com dificuldade para apoiar a pata no chão, e estava com muita dor na região da escápula.

Nas primeiras 3 sessões foram realizadas a laserterapia no intuito de tirar a dor, e a estimulação com escova devido à diminuição da propriocepção da patinha machucada. Foi associada acupuntura após cada sessão de fisioterapia.

O proprietário relatou melhora após a 1a sessão, dizendo que a Madonna já estava mais animada e correndo.

Na 3a sessão a cadela já não apresentou mais sensibilidade na região do ombro, e foi então realizada a eletroterapia no modo FES, associada à laserterapia para estimular a contração e reduzir a atrofia muscular.

Nas próximas sessões será adicionada a hidroterapia ao tratamento, com a finalidade de estimular o apoio da pata ao solo, sem a sensação de todo o peso do animal.

Displasia Coxofemoral


Raças mais predispostas a apresentar a doença

A Displasia Coxofemoral (DCF) é uma doença ortopédica causada devido a uma má formação da articulação coxofemoral. Pode atingir cães e gatos, mas seus sinais são mais evidentes em cães de raças grandes e gigantes, principalmente as que apresentam crescimento rápido. Pode também ocorrer em um ou em ambos os lados, sendo uni ou bilateral.

Por ser uma doença hereditária, ou seja, pode ser transmitida à prole, os animais diagnosticados como positivos devem ser retirados da reprodução.

Mesmo se o animal for normal, mas seus pais tiverem displasia coxofemoral, ele não deve ser utilizado na reprodução, pois ainda pode transmitir a doença às ninhadas seguintes.

Ao se comprar um animal de um canil sério, é importante verificar o atestado que comprova que o animal seja livre da doença, assim como seus pais.

Caso o proprietário deseje descobrir se o animal possui a DCF, basta levar a um veterinário para a realização de um exame de Raio- X para confirmar ou não a presença da displasia.

Os sinais mais comuns ao agravamento da doença são claudicação (manqueira) dos membros posteriores, dor e sensibilidade aumentada no quadril do animal, dificuldade para subir escadas, evitar caminhar ou brincar. O animal pode ficar mais parado, e pode ser observada uma dificuldade para se levantar do lugar, especialmente se o piso for liso. Se o animal parar de apoiar o membro no solo pode desenvolver atrofia muscular. O proprietário também pode reparar que o animal adotou novas posições para se deitar ou sentar, geralmente esticando ou poupando uma pata para evitar a dor. Em casos mais crônicos, de maior tempo de duração, o animal pode desenvolver dor cervical por projetar seu corpo para a frente com a finalidade de aliviar o peso sobre as patas de trás. Com o tempo essa nova posição pode afetar também os ligamentos dos membros anteriores, causando o que é chamado de “achinelamento” dos membros.

Alguns animais podem ficar agressivos quando alguém ou algum animal passar por perto de seu quadril, devido a intensa dor.

Existem muitos tratamentos cirúrgicos para essa patologia, e em muitos casos são altamente recomendados.

Também é possível o tratamento com acupuntura, com a aplicação de implantes de ouro em determinados pontos de acupuntura.

A fisioterapia é altamente recomendada para diminuir a dor e reduzir a atrofia muscular, estimulando também que o animal volte a apoiar os membros no solo.

A mudança de ambiente também é muito importante, evitando que o animal viva em piso liso, pois ao escorregar o quadro é reagudizado.

Possui alguma dúvida sobre esse ou outro post? Fale comigo!

Sthefânia

reabilitacaoanimal@gmail.com

Luxação de Patela

Anteriormente fiz aqui uma pequena revisão sobre a Ruptura de Ligamento Cruzado Cranial em cães. Hoje vou escrever um pouco sobre a Luxação de Patela, outra patologia ortopédica muito comum nos cães atualmente.

A Luxação de Patela, ao contrário da RLCCr, é mais comum em cães de raças pequenas, como o Lhasa Apso, o Pequinês, e o Poodle, mas o fato do cão ser de porte grande não exclui a possibilidade de apresentar esse problema.

Normalmente o dono do animal conta ao veterinário a história de que o cão estava correndo, quando de repente solta um grito e recolhe uma das patas traseiras contra o corpo, sem apoiá-la novamente no chão. Após alguns minutos o animal volta a apoiar a pata e a correr normalmente. O dono o leva à clínica por essa cena se repetir várias vezes.

Se a patologia ocorrer nas duas patas traseiras do animal, esse pode não conseguir caminhar normalmente, arrastando o corpo usando apenas as patas da frente, como uma foca.

O que ocorre nessa doença ortopédica? A Patela é mais conhecida na medicina humana como rótula, e se localiza na região do joelho, tanto em pessoas como nos animais. Alguns animais já nascem com malformações que predispõe a aparição do problema, mas que também pode acontecer por causa de algum trauma. Em uma constituição normal a patela corre em um sulco (um “caminho”) quando o joelho se movimenta. Ao luxar, ou seja, ao se deslocar, ela pode sair para o lado lateral (de fora da perna) ou medial (de dentro da perna).

A luxação pode ocorrer em diferentes níveis de gravidade, podendo retornar sozinha para o seu lugar normal, retornar apenas com a manipulação do médico veterinário, ou, em um caso mais grave, retornar apenas por meio de procedimento cirúrgico.

A fisioterapia é recomendada no pós cirúrgico desses casos, para reduzir a dor e a inflamação, com a utilização de crioterapia ou laserterapia, e para incentivar o animal a apoiar o membro no solo com a utilização de exercícios terapêuticos.

Possui alguma dúvida sobre esse ou outro assunto? Fale comigo!

reabilitacaoanimal@gmail.com

Sthefânia

Ruptura de Ligamento Cruzado em Cães

Nos posts de Fisioterapia Veterinária mais antigos eu expliquei os métodos fisioterápicos mais utilizados nos animais.

Agora farei um resumo das principais patologias que acometem os cães na atualidade, e como a Fisioterapia poderia ajudar a melhorar a qualidade de vida deles, diminuindo a dor e, às vezes, evitando a realização de terapias mais invasivas.

Para o primeiro post sobre as patologias ortopédicas mais comuns em cães, escolhi a Ruptura de Ligamento Cruzado Cranial (ou RLCCr). O nome parece complicado, mas infelizmente muitos donos de animais já ouviram falar dela.

A RLCCr acomete principalmente cães de raças grandes, como o Labrador, o Golden Retriever, o Rottweiller, entre outros, mas também existem casos em animais de raças pequenas.

Algumas alterações na conformação do animal podem predispor a ruptura do ligamento cruzado cranial, mas outros fatores, como o sedentarismo e a obesidade também devem ser levados em consideração. Afinal, um animal obeso na maioria das vezes é sedentário, e seus ligamentos ficam frouxos e finos, susceptíveis a romperem ao menor esforço.

O proprietário percebe o problema pois o animal começa a evitar de se locomover, e ao caminhar apresenta claudicação (manqueira) e pode não apoiar o membro no chão. À tentativa de mexer na pata acometida, o animal demonstra sinais de dor.

É importante levar o quanto antes o animal ao médico veterinário, que realizará o exame ortopédico para verificar o problema. O exame utilizado denomina-se teste de gaveta, e é definitivo, mas o exame radiográfico também pode auxiliar no fechamento do diagnóstico.

Como tratamento existem diferentes técnicas cirúrgicas, e geralmente apresentam bom resultado. A fisioterapia auxilia no pós operatório com diminuição da inflamação e da dor, com a utilização da laserterapia e do ultrassom terapêutico, e também incentiva o animal a voltar a apoiar esta pata no chão, com o uso de exercícios terapêuticos. Caso o animal continue sem apoiar a pata, pode acabar forçando a pata contralateral, que também poderá sofrer a RLCCr.

Por isso, mantenha uma rotina de exercícios com o seu animal, mas sempre respeitando os limites dele! A RLCCr pode acometer animais saudáveis também, mas com uma boa musculatura e ligamentos fortes, é possível diminuir a chance dessa e de outras patologias ortopédicas!

Raças de grande porte são mais predispostas a sofrerem a RLCCr.

Tem alguma dúvida sobre esse ou outro assunto? Mande um email para reabilitacaoanimal@gmail.com

Sthefânia

Geriatria Animal

Animais idosos precisam de cuidados especiais para manter a sua qualidade de vida

Assim como a medicina, a medicina veterinária também avançou bastante nas últimas décadas. Por isso, ao mesmo tempo que vemos um maior número de pessoas idosas com boa qualidade de vida e saúde, observamos o mesmo em relação aos nossos animais de estimação!

Associado ao avanço das terapias utilizadas na veterinária, está o novo comportamento adotado pelos donos de pets. Hoje o cão ou o gato não são apenas um cão ou um gato. São membros da família, que quando doentes mobilizam seus donos, que chegam a fazer de tudo para ver seus bixinhos melhorarem. Além disso, esses proprietários também se preocupam mais com a alimentação dos seus cães, e mantém um controle preventivo da saúde deles, com vermifugações e vacinações.

O cão se torna idoso em diferentes idades, dependendo do tamanho da raça:

– raças pequenas e médias: acima dos 8 anos

– raças grandes: acima de 7 anos

– raças gigantes: acima de 6 anos

Com a idade, aparecem problemas comuns aos animais idosos, como problemas de coluna, doenças do coração, diabetes, obesidade, catarata senil, insuficiência renal crônica, neoplasias, perda dos dentes, entre outros. Uma alteração ainda não muito estudada na medicina veterinária, mas que é comumente observada em animais geriátricos é uma degeneração neurológica, que pode ser comparada ao Alzheimer, causando mudança nas atitudes do animal e eventual perda de memória.

Por isso é bom ficar atento em muitas vezes discretos sinais caso você tenha um pet idoso, para que ele continue tendo a qualidade de vida que merece!

Qualquer dúvida sobre esse ou outro assunto, fale comigo!

Sthefânia reabilitacaoanimal@gmail.com

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